terça-feira, 8 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
É carnaval
Em miúda, vivia o Carnaval com a euforia que lhe é inerente.
Queria andar mascarada/pintada a toda a hora, ver desfiles, ir a festas e delirava com aquilo tudo.
As minhas fantasias, quando a minha mãe já não tinha paciência para me fazer um vestido à Sevilhana ou uma roupa a Pierrot, ou mesmo quando a vizinha não me podia emprestar aquela fantasia de bruxa que eu adorava, por já estar destinada a alguém, eram improvisadas muitas vezes com roupa velha retirada do fundo das gavetas, saias rodadas, xailes, fatos e coletes com mais anos de vida do que eu e tudo o que pudesse ser convertido em algo interessante.
Lembro-me que era quase um ritual, dias antes da data, escolher a fatiota e proceder às alterações necessárias. Em parte, era isso que fazia a coisa ser divertida.
Hoje vê-se um desfile de personagens. As crianças vão alegres vestidas de Homem-aranha, Princesa e Kitty, é certo, mas eu olho e vejo fantasias sem piada...
São daqueles fatos inteiros, sem forma e de tecido duvidoso (se é que aquilo é tecido) e ao qual nem se deram ao trabalho de retirar os vincos das dobras por passarem meses dentro de um saco.
Um fato retirado de uma qualquer prateleira de supermercado, sem história, sem vida.
Algo que para o ano que vem já será um monte de material rasgado e fora de moda, porque entretanto surgiu um fato ainda mais fixe.
E vai-se a ver, parece que o Carnaval (também) já é descartável.
Queria andar mascarada/pintada a toda a hora, ver desfiles, ir a festas e delirava com aquilo tudo.
As minhas fantasias, quando a minha mãe já não tinha paciência para me fazer um vestido à Sevilhana ou uma roupa a Pierrot, ou mesmo quando a vizinha não me podia emprestar aquela fantasia de bruxa que eu adorava, por já estar destinada a alguém, eram improvisadas muitas vezes com roupa velha retirada do fundo das gavetas, saias rodadas, xailes, fatos e coletes com mais anos de vida do que eu e tudo o que pudesse ser convertido em algo interessante.
Lembro-me que era quase um ritual, dias antes da data, escolher a fatiota e proceder às alterações necessárias. Em parte, era isso que fazia a coisa ser divertida.
Hoje vê-se um desfile de personagens. As crianças vão alegres vestidas de Homem-aranha, Princesa e Kitty, é certo, mas eu olho e vejo fantasias sem piada...
São daqueles fatos inteiros, sem forma e de tecido duvidoso (se é que aquilo é tecido) e ao qual nem se deram ao trabalho de retirar os vincos das dobras por passarem meses dentro de um saco.
Um fato retirado de uma qualquer prateleira de supermercado, sem história, sem vida.
Algo que para o ano que vem já será um monte de material rasgado e fora de moda, porque entretanto surgiu um fato ainda mais fixe.
E vai-se a ver, parece que o Carnaval (também) já é descartável.
terça-feira, 1 de março de 2011
Os surdos, os ouvintes e os outros
No outro dia deu uma reportagem na Tv sobre surdos. Mais precisamente, sobre surdos e a sua relação com o som e o silêncio.
Este tipo de reportagem é algo que me desperta a atenção. Pelos motivos mais óbvios, mas também porque é o único tema em que os canais de televisão usam e abusam das legendas. Porque será que só se preocupam com isso quando se aborda a surdez?
Eu gosto de ver reportagens, mas confesso que é deveras frustrante. Primeiro, porque para mim estas são apenas a imagem que se vê no ecrã e segundo, porque mesmo pedindo a alguém que me vá "traduzindo" aquilo que os interlocutores dizem, nem sempre resulta. É aqui que está implícita a minha dependência num ouvinte.
Considero que este assunto daria um debate exaustivo, mas o que me leva a escrever isto é apenas a distinção que se faz. Há os surdos, os ouvintes e os outros, sendo que me considero mais encaixada nos "outros".
Passo a explicar... sendo surda profunda, parece-me óbvio que a maioria me enquadre na comunidade surda. No entanto não me sinto assim. Para mim, comunidade é algo que implica uma convivência social com os seus pares, neste caso, com outras pessoas que sofrem da mesma deficiência e juntas criam o seu ambiente ideal. É o que me parece que acontece quando vejo um grupo de surdos a conviver e a conversar usando a LGP.
Eu, tal como a maior parte de vós se calhar, gosto de ver. Gosto de olhar para eles quando falam com as mãos, e exprimem palavras e emoções com simples gestos. Acho lindo. Mas é aí que me começo a sentir excluída, pois nunca tive essa convivência, nunca aprendi LGP, nunca participei em debates exaustivos onde a palavra é rainha, seja saída da boca ou das mãos.
Sendo uma surda "falante", estou mais próxima da comunidade ouvinte. Aqui sim, estou mais integrada pois de certo modo é o ambiente que sempre conheci. Mas até que ponto é satisfatório para mim? Onde termina a minha independência? Esta necessidade constante de ter de recorrer, de precisar sempre de alguém para "complementar" uma simples tarefa?
Não sou ouvinte, mas não me sinto completamente surda. Dá para entender?
Este tipo de reportagem é algo que me desperta a atenção. Pelos motivos mais óbvios, mas também porque é o único tema em que os canais de televisão usam e abusam das legendas. Porque será que só se preocupam com isso quando se aborda a surdez?
Eu gosto de ver reportagens, mas confesso que é deveras frustrante. Primeiro, porque para mim estas são apenas a imagem que se vê no ecrã e segundo, porque mesmo pedindo a alguém que me vá "traduzindo" aquilo que os interlocutores dizem, nem sempre resulta. É aqui que está implícita a minha dependência num ouvinte.
Considero que este assunto daria um debate exaustivo, mas o que me leva a escrever isto é apenas a distinção que se faz. Há os surdos, os ouvintes e os outros, sendo que me considero mais encaixada nos "outros".
Passo a explicar... sendo surda profunda, parece-me óbvio que a maioria me enquadre na comunidade surda. No entanto não me sinto assim. Para mim, comunidade é algo que implica uma convivência social com os seus pares, neste caso, com outras pessoas que sofrem da mesma deficiência e juntas criam o seu ambiente ideal. É o que me parece que acontece quando vejo um grupo de surdos a conviver e a conversar usando a LGP.
Eu, tal como a maior parte de vós se calhar, gosto de ver. Gosto de olhar para eles quando falam com as mãos, e exprimem palavras e emoções com simples gestos. Acho lindo. Mas é aí que me começo a sentir excluída, pois nunca tive essa convivência, nunca aprendi LGP, nunca participei em debates exaustivos onde a palavra é rainha, seja saída da boca ou das mãos.
Sendo uma surda "falante", estou mais próxima da comunidade ouvinte. Aqui sim, estou mais integrada pois de certo modo é o ambiente que sempre conheci. Mas até que ponto é satisfatório para mim? Onde termina a minha independência? Esta necessidade constante de ter de recorrer, de precisar sempre de alguém para "complementar" uma simples tarefa?
Não sou ouvinte, mas não me sinto completamente surda. Dá para entender?
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Obrigada
Há pessoas que têm um coração enorme, e tenho a sorte de ter algumas na minha vida.
Este post não é mais do que um agradecimento a quatro amigas que têm sido incansáveis na divulgação da Zitamina handmade por esta blogosfera fora.
A Sónia (para mim serás sempre Bigita), talvez a minha amiga que está mais longe, que já conheço desde os meus primeiros passinhos na internet há muitos e muitos anos... (ai aqueles belos tempos de chat, o que nos divertiamos!)
A Maria, sem sombra de dúvida o meu maior incentivo nestas lides.
A Mariquitas, que me dá alento sempre que me deixo ir abaixo.
E por fim, a Manuela, uma amiga muito recente e que estou a adorar conhecer.
A estas quatro amigas juntam-se muitas mais, aquelas que exibem peças feitas por mim por este país fora (e estrangeiro também!) e não quero, de modo nenhum, desvalorizá-las.
Espero que continuem por aqui pois um novo sonho se está a formar... e vou precisar do vosso apoio! :)
Este post não é mais do que um agradecimento a quatro amigas que têm sido incansáveis na divulgação da Zitamina handmade por esta blogosfera fora.
A Sónia (para mim serás sempre Bigita), talvez a minha amiga que está mais longe, que já conheço desde os meus primeiros passinhos na internet há muitos e muitos anos... (ai aqueles belos tempos de chat, o que nos divertiamos!)
A Maria, sem sombra de dúvida o meu maior incentivo nestas lides.
A Mariquitas, que me dá alento sempre que me deixo ir abaixo.
E por fim, a Manuela, uma amiga muito recente e que estou a adorar conhecer.
A estas quatro amigas juntam-se muitas mais, aquelas que exibem peças feitas por mim por este país fora (e estrangeiro também!) e não quero, de modo nenhum, desvalorizá-las.
Espero que continuem por aqui pois um novo sonho se está a formar... e vou precisar do vosso apoio! :)
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Sabes que estás
mesmo envolvida no que fazes, quando chega a hora de almoço e não tens vontade de fazer "pause".
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
O que eu adoro
Clientes satisfeitas.
Ainda mais quando dizem palavras assim
deves ser pessoa, além de talentosa, com 'delicatesse, noblesse'... essas coisas sentem-se e comprovam-se nos pormenores!
Fico com um sorriso maior que o céu.
Ainda mais quando dizem palavras assim
deves ser pessoa, além de talentosa, com 'delicatesse, noblesse'... essas coisas sentem-se e comprovam-se nos pormenores!
Fico com um sorriso maior que o céu.
Cá em casa
Ele, goza com os meus pijamas.
Eu, não aceito críticas de alguém que todos os domingos de manhã veste um fato de lycra.
Eu, não aceito críticas de alguém que todos os domingos de manhã veste um fato de lycra.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Crónicas de uma desempregada
Estou registada numa série de portais de emprego e faz parte da minha rotina diária, assim que ligo o computador, passar-lhes revista.
Vai daí que, alertada por uma amiga, surgiu um anúncio que me despertou a atenção.
Na expectativa de me candidatar ao posto de trabalho, entro no portal www.netemprego.gov.pt, onde o dito anúncio se encontra publicado, faço login, e a coisa pede-me para alterar a palavra pass, porque a minha tinha expirado.
Tudo a favor, nada contra.
Aqui a menina perde uns segundinhos a alterar a palavra pass. Simples.
Já lá dentro, vou em busca do anúncio. Encontrei. Toca a candidatar-me.
Clico onde mandam, e a coisa diz que tenho de me registar como novo condidato... Começo a torcer o nariz. "Novo candidato? Novo registo? Como assim? Eu já estou registada, caso contrário nem conseguiria aceder ao portal"
Lá faço o que me pedem, acreditando que sou uma infonaba e não percebo nada disto.
Ora vamos lá ao passo seguinte... vai de preencher os campos com os dados pessoais, a lengalenga do costume. Feito. Registar...
A coisa avisa que já existe um utilizador com aquele nome. Altero.
A coisa diz que já existe um registo com aquele perfil. Ergo a sobrancelha. Que merda é esta???
Claro que existe. Sou eu! Sendo eu, deixem-me lá fazer a candidatura a que tenho direito.
Tenta-se a coisa mais 2 ou 3 vezes, mas acontece sempre o mesmo... chego ali, congela!
Tenho para mim que o que está mal nesta história é o facto de o portal ser .gov.pt
E é assim que querem combater o desemprego neste país.
Vai daí que, alertada por uma amiga, surgiu um anúncio que me despertou a atenção.
Na expectativa de me candidatar ao posto de trabalho, entro no portal www.netemprego.gov.pt, onde o dito anúncio se encontra publicado, faço login, e a coisa pede-me para alterar a palavra pass, porque a minha tinha expirado.
Tudo a favor, nada contra.
Aqui a menina perde uns segundinhos a alterar a palavra pass. Simples.
Já lá dentro, vou em busca do anúncio. Encontrei. Toca a candidatar-me.
Clico onde mandam, e a coisa diz que tenho de me registar como novo condidato... Começo a torcer o nariz. "Novo candidato? Novo registo? Como assim? Eu já estou registada, caso contrário nem conseguiria aceder ao portal"
Lá faço o que me pedem, acreditando que sou uma infonaba e não percebo nada disto.
Ora vamos lá ao passo seguinte... vai de preencher os campos com os dados pessoais, a lengalenga do costume. Feito. Registar...
A coisa avisa que já existe um utilizador com aquele nome. Altero.
A coisa diz que já existe um registo com aquele perfil. Ergo a sobrancelha. Que merda é esta???
Claro que existe. Sou eu! Sendo eu, deixem-me lá fazer a candidatura a que tenho direito.
Tenta-se a coisa mais 2 ou 3 vezes, mas acontece sempre o mesmo... chego ali, congela!
Tenho para mim que o que está mal nesta história é o facto de o portal ser .gov.pt
E é assim que querem combater o desemprego neste país.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Ora bolas!
Ninguém se manifesta? Não?
É este o vosso espírito de entreajuda feminina?
Obrigadinha! Se vier aí um irmão para a Rita já sabem. A culpa é vossa.
He he he
É este o vosso espírito de entreajuda feminina?
Obrigadinha! Se vier aí um irmão para a Rita já sabem. A culpa é vossa.
He he he
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Ora digam-me lá
Então e se eu, ao tomar a pílula, me apercebo já no fim da embalagem que andei um mês inteirinho a tomar um dia à frente, o que faço no mês seguinte? Hum?
Digamos que deveria ter iniciado na quarta feira, mas iniciei na terça. Vou retomar novamente na terça, ou regresso à quarta?
Agradeço ajuda!
Digamos que deveria ter iniciado na quarta feira, mas iniciei na terça. Vou retomar novamente na terça, ou regresso à quarta?
Agradeço ajuda!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Dia de aniversário de casamento - Epílogo
Não foi preciso ir ao drive in.
À segunda tentativa, lá arranjámos um restaurante. Não foi mau, mas creio que o que realmente salvou a noite foi a meia caipirinha que bebi.
Juro que a meio do jantar já sentia o rubor nas faces.
A noite não acabou aqui, claro, mas isso já são pormenores que não vos interessam nada!
À segunda tentativa, lá arranjámos um restaurante. Não foi mau, mas creio que o que realmente salvou a noite foi a meia caipirinha que bebi.
Juro que a meio do jantar já sentia o rubor nas faces.
A noite não acabou aqui, claro, mas isso já são pormenores que não vos interessam nada!
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Dia de aniversário de casamento ou como tentar salvar a noite em 3 tempos
Ora então vamos lá à aventura, que isto de sair de casa durante um vendaval em busca de um sítio simpático onde passar o serão (reservas? pff, isso é para a gente fina), promete.
Com sorte fazemos uma paragem no McDonald's e afinfo o dente numa daquelas tartes de maça. Só para me "adoçar" a boca.
Com sorte fazemos uma paragem no McDonald's e afinfo o dente numa daquelas tartes de maça. Só para me "adoçar" a boca.
Dia de aniversário de casamento ou como me deixar de mau humor em 3 tempos
Não sei onde tinha a cabeça quando optei pelo dia dos namorados para me casar.
É certo que é tudo muito giro, só corações e flores a pairar pelo ar a lembrar-nos de celebrar o Amor e coiso e tal mas... mas... mas se uma pessoa quer um jantar romântico para celebrar 6 anos de casamento, onde raio se vai enfiar?
Os restaurantes estão loucos?
40 euros por pessoa???
E agora? Qual é o plano?
É certo que é tudo muito giro, só corações e flores a pairar pelo ar a lembrar-nos de celebrar o Amor e coiso e tal mas... mas... mas se uma pessoa quer um jantar romântico para celebrar 6 anos de casamento, onde raio se vai enfiar?
Os restaurantes estão loucos?
40 euros por pessoa???
E agora? Qual é o plano?
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Coisas da blogosfera
Eu leio o blog de uma certa "senhora" que anda para aí sem meias ( não vou linkar porque não quero estar a contribuir para os hits) e só me ocorre uma coisa:
É fácil desrespeitar os outros. Difícil, mas difícil mesmo, é manter o respeito por si mesma.
Talvez um dia entenda que quem se ri do que escreve, ri de si, e não consigo.
É fácil desrespeitar os outros. Difícil, mas difícil mesmo, é manter o respeito por si mesma.
Talvez um dia entenda que quem se ri do que escreve, ri de si, e não consigo.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Significado de
romance
s. m.
1. Narração histórica em versos simples.
2. Língua ou conjunto de línguas derivadas do latim.
3. Narração em prosa, de aventuras imaginárias, ou reproduzidas da realidade, combinadas de modo a interessarem o leitor.
4. Fantasia.
5. Novela, conto.
in Priberam.pt
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Pagar ou não pagar...
Contribuinte: Gostava de comprar um carro.
Estado: Muito bem. Faça o favor de escolher.
Contribuinte: Já escolhi. Tenho que pagar alguma coisa?
Estado: Sim. Imposto sobre Automóveis (ISV) e Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA)
Contribuinte: Ah... Só isso.
Estado: ... e... uma coisinha... para o pôr a circular. O selo.
Contribuinte: Ah!..
Estado: ... e mais uma coisinha na gasolina necessária para que o carro efectivamente circule. O ISP.
Contribuinte: Mas... sem gasolina eu não circulo.
Estado: Eu sei.
Contribuinte: ... Mas eu já pago para circular...
Estado: Claro!..
Contribuinte: Então... vai cobrar-me pelo valor da gasolina?
Estado: Também. Mas isso é o IVA. O ISP é outra coisa diferente.
Contribuinte: Diferente?!
Estado: Muito. O ISP é porque a gasolina existe.
Contribuinte: ... Porque existe?!
Estado: Há muitos milhões de anos os dinossauros e o carvão fizeram petróleo. E você paga.
Contribuinte: ... Só isso?
Estado: Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.
Contribuinte: Como assim?!
Estado: Tem que pagar para o estacionar.
Contribuinte: ... Para o estacionar?
Estado: Exacto.
Contribuinte: Portanto, pago para andar e pago para estar parado?
Estado: Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.
Contribuinte: Então pago para circular, pago para conseguir circular e
pago por estar parado.
Estado: Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é novo?
Contribuinte: Novo?
Estado: É que se não for novo tem que pagar para vermos se ele está em condições de andar por aí.
Contribuinte: Pago para você ver se pode cobrar?
Estado: Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha...
Contribuinte: ...Mais uma coisinha?
Estado: Para circular em auto-estradas
Contribuinte: Mas... mas eu já pago imposto de circulação.
Estado: Pois. Mas esta é uma circulação diferente.
Contribuinte: ... Diferente?
Estado: Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.
Contribuinte: Só mais isso?
Estado: Sim. Só mais isso.
Contribuinte: E acabou?
Estado: Sim. Depois de pagar os 25 euros, acabou.
Contribuinte: Quais 25 euros?!
Estado: Os 25 euros que custa pagar para andar nas auto-estradas.
Contribuinte: Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem quisesse?
Estado: Sim. Mas todos pagam os 25 euros.
Contribuinte: Quais 25 euros?
Estado: Os 25 euros é quanto custa o chip.
Contribuinte: ... Custa o quê?
Estado: Pagar o chip. Para poder pagar.
Contribuinte:: Não percebi...
Estado: Sim. Pagar custa 25 euros.
Contribuinte: Pagar custa 25 euros?
Estado: Sim. Paga 25 euros para pagar.
Contribuinte: Mas eu não vou circular nas auto-estradas.
Estado: Imagine que um dia quer? tem que pagar.
Contribuinte: Tenho que pagar para pagar porque um dia posso querer?
Estado: Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.
Contribuinte: E se eu não quiser?
Estado: Paga multa!
Estado: Muito bem. Faça o favor de escolher.
Contribuinte: Já escolhi. Tenho que pagar alguma coisa?
Estado: Sim. Imposto sobre Automóveis (ISV) e Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA)
Contribuinte: Ah... Só isso.
Estado: ... e... uma coisinha... para o pôr a circular. O selo.
Contribuinte: Ah!..
Estado: ... e mais uma coisinha na gasolina necessária para que o carro efectivamente circule. O ISP.
Contribuinte: Mas... sem gasolina eu não circulo.
Estado: Eu sei.
Contribuinte: ... Mas eu já pago para circular...
Estado: Claro!..
Contribuinte: Então... vai cobrar-me pelo valor da gasolina?
Estado: Também. Mas isso é o IVA. O ISP é outra coisa diferente.
Contribuinte: Diferente?!
Estado: Muito. O ISP é porque a gasolina existe.
Contribuinte: ... Porque existe?!
Estado: Há muitos milhões de anos os dinossauros e o carvão fizeram petróleo. E você paga.
Contribuinte: ... Só isso?
Estado: Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.
Contribuinte: Como assim?!
Estado: Tem que pagar para o estacionar.
Contribuinte: ... Para o estacionar?
Estado: Exacto.
Contribuinte: Portanto, pago para andar e pago para estar parado?
Estado: Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.
Contribuinte: Então pago para circular, pago para conseguir circular e
pago por estar parado.
Estado: Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é novo?
Contribuinte: Novo?
Estado: É que se não for novo tem que pagar para vermos se ele está em condições de andar por aí.
Contribuinte: Pago para você ver se pode cobrar?
Estado: Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha...
Contribuinte: ...Mais uma coisinha?
Estado: Para circular em auto-estradas
Contribuinte: Mas... mas eu já pago imposto de circulação.
Estado: Pois. Mas esta é uma circulação diferente.
Contribuinte: ... Diferente?
Estado: Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.
Contribuinte: Só mais isso?
Estado: Sim. Só mais isso.
Contribuinte: E acabou?
Estado: Sim. Depois de pagar os 25 euros, acabou.
Contribuinte: Quais 25 euros?!
Estado: Os 25 euros que custa pagar para andar nas auto-estradas.
Contribuinte: Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem quisesse?
Estado: Sim. Mas todos pagam os 25 euros.
Contribuinte: Quais 25 euros?
Estado: Os 25 euros é quanto custa o chip.
Contribuinte: ... Custa o quê?
Estado: Pagar o chip. Para poder pagar.
Contribuinte:: Não percebi...
Estado: Sim. Pagar custa 25 euros.
Contribuinte: Pagar custa 25 euros?
Estado: Sim. Paga 25 euros para pagar.
Contribuinte: Mas eu não vou circular nas auto-estradas.
Estado: Imagine que um dia quer? tem que pagar.
Contribuinte: Tenho que pagar para pagar porque um dia posso querer?
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Contribuinte: E se eu não quiser?
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