quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Esta já cá canta!


Foi a primeira tentativa para fazer uma bolsa que me facilitasse a tarefa de mudar a tralha toda de uma mala para a outra.
O resultado é este...
Não ficou mal, não senhor!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Orgulho de mãe

A Rita não se coibe de me pedir "patata pitita" quando as vê à frente. E eu, dado que batatas fritas cá em casa não são propriamente um alimento de todos os dias, lá lhe vou fazendo a vontade.
Ontem, travessa delas em cima da mesa, e ela sempre a pedir mais uma, já eu lhe dizia que não, não havia mais.

"Mamã, ôta patata pitita"

Olho para ela e vejo um grande sorriso naquela cara. Claro que não resisti e dei-lhe mais uma, com ela a dar-me o seu prato. Foi ver a criança toda feliz da vida.
E quando puxava o prato para si, disse "bigada".

Fiquei a modos sem reacção... Uma coisa é nós lhe ensinarmos a agradecer, pedir desculpa, e essas coisas de boa educação, coisa que ela lá vai repetindo quando nós pedimos, outra, é um "bigada" saído do nada.

2 aninhos. E eu inchei de orgulho.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Do tempo que sara tudo

Está quase a fazer um ano que abandonei o meu local de trabalho. E com ele, foi ficando para trás todas as amizades e conhecimentos que se acumularam ao longo dos tempos.
Trabalhar noutra cidade, longe daquela onde vivemos, tem destas coisas. A distância é indutora de uma separação mais fácil, menos dolorosa, pois aquilo que passamos a viver a partir do momento que saímos de "lá", é em tudo diferente e como tal não despoleta recordações.

Já com as amizades a sério, que em tempos foram colegas de trabalho, não é assim tão simples. As pessoas continuam aqui dentro, mas há uma guerra que travo comigo mesma pois elas estão mas não estão ao mesmo tempo. No início sentia que já não era uma delas, que avançaram no caminho e eu fiquei para trás. E demorei algum tempo a perceber que não fiquei para trás, apenas segui outra direcção.

É por isso que hoje consigo fazer uma viagem até àquela cidade sem sentir um nó na garganta, usufruir da sua companhia num breve almoço, saber das suas vidas, das suas alegrias e tristezas também, e recordar os tempos em que eram uma constante na minha vida.

Hoje é o dia.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

À procura de um lugar no mundo

Obrigada por isto, querida.
 

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Opá, que desilusão...

Uma pessoa anda aqui a esfalfar-se por fazer algo diferente, bonito, acessível e não sei mais o quê, usando estas maravilhas da tecnologia para que o negócio prospere, e vai daí até cria aquela coisa no facebook com o intuito de divulgar, divulgar, divulgar...

Faz-se um post para a malta simplesmente clicar num like. LIKE (para quem não sabe, ao fazer like partilha-se com os amigos, que se igualmente fizerem LIKE, partilham com os amigos deles e por aí além).
É bonito, não é?
Pois... nada mais utópico!

Excepto 2 ou 3 amigos que pacientemente me vão ajudando nesta tarefa, ninguém se interessa.

E dou por mim  a pensar se não será melhor alapar o rabo no sofá e mandar tudo às urtigas!

Facebook, i hate you!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Quando for grande quero ser

assim

Numa das minhas incursões virtuais por artigos handmade, coisa que me permito fazer em momentos de maior crise de inspiração (embora eu ache que quanto mais vemos mais impacto negativo isso pode ter no nosso trabalho, se não soubermos gerir bem a coisa), encontrei este blog fascinante.

Fiquei apaixonada, e sem duvida que é uma inspiração. 

foto: http://intrespida.blogspot.com/

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Decididamente não somos do mesmo planeta

A propósito deste Post da Bad.
Nesta casa, os assuntos de saúde dão sempre pano para mangas. Ou será zangas?
Eu não sei se meio mundo é ou deixa de ser assim, mas não assalto as farmácias ao primeiro vislumbre de uma tosse, não entupo as urgências por causa de uma dor estranha nas entranhas nem amaldiçoo a minha vida devido a uma faca que resolveu deixar marca no meu dedo, coisa que, aliás, acontece muito mais vezes do que seria suposto.
Talvez eu tenha, sei lá, uma tolerância anormal à dor, seja masoquista ou simplesmente não goste de tomar remédidos.
O meu corolário é tomar o estritamente necessário quando já não há volta a dar. E quando a doença o justifica.

O problema é que o meu homem é o oposto. Se eu  não vou ao médico nem por nada, ele vai ao médico por tudo e mais alguma coisa e, pior ainda, massacra-me só pelo simples facto de eu me queixar de uma dor de cabeça.

Amor... eu quando estou doente quero é sopas e descanso, tá bem?



sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Natal '10

Dúvidas

Será que já caíram em desuso os mails ou coisa que o valha com um simples "Olá, como estás?" e o blá blá blá que flui depois dessa primeira troca de palavras?
Estarão as pessoas assim tão ocupadas que não tenham tempo para alimentar relações de amizade?
Ou será simplesmente desinteresse?
...

Acredito que será mais a segunda opção. E é isso que me chateia.
Mesmo.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

2011


Venha o próximo!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Tentar

Tudo aquilo que disse ontem desvaneceu-se quando ao fim do dia recebi um telefonema a dizer "Gostava que fizesse parte da nossa equipa".
Continuo, claro, a duvidar das minhas capacidades, que isto não é coisa que passe de um dia para o outro, mas se há alguém (e que alguém, senhor... que alguém!) que está disposto a apostar em mim e no meu trabalho, é um bom ponto de partida para começar a valorizar-me.

Agora desculpem-me, mas tenho trabalho para fazer (em tempo record, para variar)!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Desistir

Cada vez é mais óbvio para mim que eu e a Arquitectura Paisagista não temos uma relação saudável.
Já vão longe os tempos em que o meu peito inchava de cada vez que eu falava ou ouvia falar de projectos/intervenções/obras relacionadas com espaços verdes.
E cada vez está mais longe a minha crença de que o curso que um dia me lembrei de tirar, seja a minha opção de vida.
O motivo? A minha falta de confiança em mim e nas minhas capacidades. A ideia que eu vou alimentando de que nada do que faço na área é importante. E grandioso. E vistoso. Na verdade, acho mesmo que tudo o que fiz até agora é meramente satisfatório.
Foram talvez anos demais na função pública, onde fui ficando cada vez mais "estúpida" e conformada a tapar buracos. Deixei de me esforçar. Deixei de acreditar que seria capaz de mais.
E hoje, confrontada com a hipótese de participar numa importante obra a nível nacional, dou por mim a "fugir" quando devia ter dado mais e melhor.
Estou chocada comigo mesma. Revoltada. Abatida.
Se é certo que me deram o fim de semana de Natal (!!!!) para pensar em novas ideias para o projecto, coisa que deveria ter apresentado esta manhã (e que do meu ponto de vista não foi mais do que um teste para verem até que ponto eu me empenhava) também é certo que usei esta desculpa para não fazer aquilo que seria suposto.
Em suma, optei pelo caminho mais fácil.
Agora sinto-me uma autêntica nulidade e perfeitamente consciente de que acabei de perder a oportunidade de uma vida.

No entanto tenho a dizer em meu favor que não procuro fama, nem grandes obras nem reconhecimento profissional... Procuro um emprego estável que me permita trazer um ordenado para casa ao fim do mês.

Será pedir demais? Será um desejo assim tão utópico? Será que este emprego nunca vai aparecer na minha área de formação?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal

Quando era miúda, uma das tradições de Natal da minha família era a ida à cidade ver as luzes durante a noite, fazer uma visita às lojas nos tempos em que não havia shoppings e estas ficavam abertas até à meia noite na semana que antecedia as festividades, e comprar uma roupa nova que era, quase sempre, o meu presente de Natal.
A ceia era alternada, ano sim ano não, entre a casa dos meus pais e a dos meus tios. Uma ceia onde a comida presidia e os doces faziam as delícias de todos. O serão era passado junto à lareira a conviver e os presentes abriam-se à meia noite. E éramos todos felizes. Ou parecíamos...


Já não sei quantos anos passaram desde que isso deixou de acontecer. E é ao pensar nisto que tenho noção do quanto as coisas mudam, e o que tínhamos como garantido (maravilhosos tempos de criança), deixou de o ser.

Parece que quando atingimos uma certa vivência, nem é preciso 10 ou 15 anos para se notar as mudanças. Pelo menos comigo tem sido assim, pois de ano para ano, tudo muda...
Dei por mim a pensar em como foram os meus últimos 5 Natais. E não tenho muitas coisas boas a lembrar de quase nenhum deles.
Em 2005, o meu primeiro Natal como mulher casada, foi marcado por graves desavenças familiares. Foi, sem dúvida, o ano de todas as rupturas...
2006 não foi mais do que a continuação da novela que se tornou a minha vida. O Natal?... Passado com quem realmente importa.

2007 creio que já foi mais "normal". Talvez o mais normal destes 5. Pacato.
Em 2008 foi quando chegou a Rita. Mas a época foi tão atribulada com uma série de internamentos, que nem dei pelo Natal passar. Não ofereci um único presente nesse ano. Logo eu, que adoro dar presentes.

2009 foi novamente um ano trágico. O avô da Rita teve um acidente grave na Suíça, no dia em que deveria fazer a viagem de regresso a Portugal para vir ao baptizado dela. Em recuperação, permanece lá desde então, ainda à espera de autorização para voltar para casa. E o Natal?... Foi triste, sem ele, e também ensombrado pelo desemprego que me iria atingir em 2010.
E chegamos a 2010. Um ano que está a custar passar, e também ele repleto de mudanças.

Se ainda for a tempo de acrescentar isto à minha lista de desejos, neste Natal de 2010, quero Amor. Quero que este meu Amor continue a crescer e crescer e acredite que não tem limites.
Quero um punhado de Alegria. Quero ver a minha família reunida, feliz e bem disposta. Quero que as gargalhadas contagiantes da Rita ecoem por toda a casa e nos façam esquecer as contrariedades com que a vida nos tem assolado.
Quero Esperança numa vida melhor, num emprego...

Quero muita Paz e Saúde. Para mim, para os meus e para toda a gente por este mundo fora.


Quero um Natal Feliz, e também o desejo para todos vós, amigos reais e virtuais.
E que todos estes desejos se prolonguem não só pelo ano de 2011, mas por toda a vida que temos pela frente.

Presentes


Estes meus presentes já foram entregues. Felizmente, as novas donas das peças em questão gostaram... :)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Presentes de natal

Eu não sou daquelas pessoas que têm milhentos presentes de Natal para oferecer.
A família é a mais próxima, e os amigos contam-se pelos dedos de uma mão.

Os últimos dias foram passados a executar e garantir que muitos "alguéns" por este país (e estrangeiro também), recebessem um presentinho feito com amor e dedicação. 
E é por isso que, a dois dias do Natal, ainda estou a fazer os meus presentes... shame on me!

Mas lá que estão a ficar um must, isso estão!

(fotos seguem dentro de momentos, que a p*** da máquina fotográfica ficou sem bateria)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

"Porque de um sonho não se desiste"

Viram a Maria e o Gato na TV?
Não?!


Então ide ver aqui!

(que orgulho!)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

2 anos de ti

O teu riso é a melhor coisa que eu posso ouvir.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Maria's Bday

É assim...
Eu não me canso de falar da moça.
Deve ser sinónimo do quanto a admiro. A ela e à sua vontade de perseguir um sonho.
Se dependesse de mim, ela já estaria em Bruges. Mas como é preciso mais do que uma amizade e muita vontade de ajudar, só me resta contribuir como posso. Divulgar. Fazer chegar este sonho a todos os cantos do mundo.
E dizer apenas "Passem lá no leilão da Maria e vejam bem o que ela tem para vender." Quem sabe se não encontram lá um presente todo tcharam ao preço da chuva?
Amigos, é só divulgar, vá!

E, Maria, Bruges já esteve mais longe...
Muitos parabéns por este dia.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

(...)

A chuva bate na janela e as árvores lá fora agitam-se com o vento.
O céu está cinzento. Sombrio.
A comida vai desaparecendo aos poucos do prato, na secretária, frente ao computador.

Estou no meu "intervalo" das costuras, dou a vista de olhos habitual pelos blogs que gosto, e sinto vontade de escrever.
Mas escrever sobre o quê?...

Os meus dias vão passando ocupados. Ando talvez iludida com esta ocupação, mas pelo menos afasta de mim (momentaneamente) o receio de um dia acordar e ver-me sem nada, dia esse que a cada dia que passa fica mais próximo, numa brevidade não tão breve quanto isso, mas real.

Levanto-me e levo o prato para a cozinha. Encontrei algo sobre o que escrever. Uma carta aberta para mim própria. É isso.
Às vezes não é fácil escrever tudo o que nos vai na alma quando sabemos quem nos lê. E não devia ser assim. Fico triste por ser assim.

Voltando ao assunto, que não é mais do que a falta de assunto, ou a tentativa de transformar a inexistência de assunto num post realmente lúcido e provido de sentido, sinto-me sozinha.

Dias preenchidos e ocupados, uma filha linda com quem brincar ao fim da tarde, e sinto-me sozinha.
Sinto falta dos almoços rápidos com a minha querida S., onde qualquer banalidade se transformava em tema de debate, quanto mais não fosse para desanuviar a cabeça das chatices do trabalho.
Sinto falta de ver e falar com as minhas amigas e colegas ao longo do dia.
Sinto falta de vestir algo mais engraçado e maquilhar-me, pela manhã. Sentir-me bonita. E ter mais confiança em mim...

A chuva bate mais forte na janela agora. Ou talvez sejam as lágrimas que me enchem os olhos.

A única certeza que tenho é que o céu continua cinzento.