terça-feira, 28 de outubro de 2008

32 semanas

Acho que estou a entrar em modo zombie...

Sinto a cabeça vazia................ vazia................... vazia................

domingo, 19 de outubro de 2008

:)

Era capaz de passar horas a olhar para a minha barriga a mexer-se sozinha!

(Sim filha, um dia vou-te dizer como amei as danças e saltos e cócegas que fizeste dentro de mim...)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Noites



Deito-me num quarto escuro, olhando pela janela e sonhando com o dia de amanha.

A lua cheia invade a escuridão, e no meio do turbilhão de sensações, medos, desesperos e alegrias, ela aconchega-me e eu adormeço em paz abraçada pela sua luz.


quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Rifam-se dois cães


São bem comportadinhos, carinhosos, silenciosos, amigos e adoram-se um ao outro!
O ar de santos é genuíno!
Juro!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

29 semanas



Viagem à praia







O Nico e a Julieta divertiram-se à grande...

Viagem ao fundo do mar










sábado, 4 de outubro de 2008

Silêncio...


Prezo imenso o silêncio. Talvez por ter estado tantos anos mergulhada nele.
Pode-se pensar que ouvir é tudo que eu poderia desejar na minha vida, mas ao fim do dia é um suplício.
A cabeça é bombardeada por sons contínuos, irritantes, estridentes que parecem estar mais altos do que deveriam, e que a minha mente assimila como uma mancha amorfa.

É um facto, ouvir de manha e ouvir à noite não é o mesmo.
Fico cansada, irritada, zangada com tudo porque tudo faz barulho.
Nessas alturas só me apetece desligar-me mas, mesmo tendo a possibilidade de recorrer a um milagroso on/off, só o faço quando me deito, o que me leva a crer que tenho uma tendência para a teimosia!

E, dada a hora a que estou a escrever isto, bem que podem calcular como devo estar irritada com a p*** da TV que guincha feita parva e nem me deixa ouvir-me pensar!
Arre!!!!!!!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Coisas que me deixam f*****

Ainda nem a criança nasceu e já é alvo de comentários:

"Vai ser um bebé gordo!"

Mas há necessidade?

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

E hoje queria viajar até aqui


(mas já ficava contente se desse para ver a lua assim antes de me deitar)

sábado, 20 de setembro de 2008

Amanha vou estar aqui!


E vou-me sentir pequenina como o menino da foto.
E fazer birra por ter de me vir embora!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Caras amigas

Estou com uma dúvida que anda às voltas na minha cabeça desde ontem, e queria que me ajudassem.
A questão é a seguinte:
Fui com o meu gajo comprar um par de calças para ele.
À partida coisa simples, certo? Porque gaja que é gaja quer sempre ajudar o respectivo a andar fashion, quanto mais não seja para escolher um par de calças que faça o rabiosque jeitoso.
E nós temos olho para isso, pois já são largos anos de experiência acumulada (a olhar para rabiosques, claro!)

Ora bem, esta tarefa foi cumprida, após entrar e sair de "n" lojas, e experimentar "n" par de calças.
Houve então a sensação de dever cumprido. Juro. Até porque gostei do par escolhido!
E, em género de bónus, ele até estava contente com elas. Eram confortáveis e tal...

O que eu não entendo, amigas, é porque é que no dia seguinte, como que sonhando com a nova aquisição durante a noite que entretanto se passou, ele tenha decidido que afinal as calças não são o que queria. Que afinal o tamanho não estava bom, nem a cintura era à sua moda!

E eu pergunto-me
"Porquê? Porque não viu ele isso na altura da compra?? Porque é que teve de retirar todas as etiquetas e arrumar no armário antes de chegar a essa brilhante conclusão??"

Bem, escusado será dizer que, por entre muitos avisos de que não abriria a boca para opinar sobre mais nada, lá fomos de novo à loja.

(É nestas alturas que penso que não gostava de ser assistente de vendas! Até me sinto solidária com elas, coitadas, ainda mais numa loja de roupa masculina! Mas adiante!)

E vai de, após explicação à simpática da moça que por acaso foi a que nos atendeu no dia anterior, experimentar uma nova fornada. E arrisco mesmo dizer que, desta vez, ele experimentou MESMO todas!
Não fosse o meu estado de gravidez impedir-me de ter calma, tinha-o deixado lá sozinho.

Depois de muita indecisão, lá optou por dois modelos que eram mesmo, mas mesmo mesmo do agrado dele. E eu também gostava, vá!

O que eu quero que me expliquem, amigas, é como raio entrámos na loja com um par para troca, e saimos de lá com dois...
Será o milagre da multiplicação??

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

24 semanas

A Rita tem feito altas festas às horas mais inapropriadas!

Uma madrugada destas, era senti-la toda agitada dentro de mim impedindo-me do meu soninho, mas o melhor foi hoje, quando me pus a olhar para a barriga e a vi a mexer-se e deformar-se sozinha!

Só posso dizer que foi giro :D

E para verem o tamanho com que estou, aqui está uma foto tirada ontem. As pintinhas vermelhas não são efeito nenhum, nem problemas de imagem.
Fui mesmo eu que tive um ataque de vaidade e apliquei um cremezinho que, aparentemente, não devia...

O que vale é que é coisa passageira, e hoje já estou quase normal!


segunda-feira, 25 de agosto de 2008

400 gr de gente


Cada dia que passa sinto-a mais viva. Sinto-a mais minha...
Um ser que fará parte de mim para todo o sempre.
Sinto-a mexer-se dentro da minha barriga, como que a dizer “Olha, estou aqui!”
Como se o seu toque fosse necessário para eu acreditar que ela existe.

E para a amar ainda mais.

400 gr de gente vão tomando forma dentro de mim, e vivo cada dia que passa com mais intensidade. Porque realmente a sinto a crescer.
Imagino como ela será, mas sobretudo se terei o suficiente para lhe dar. Sei, no entanto, que AMOR não lhe irá faltar.

Imagino-a a berrar “Mamã”... e isso fascina-me.
Eu, que sou a eterna menina, tão pouco dotada de instinto maternal.
Apesar de não ser coisa que me preocupe, pois sempre acreditei que isso é algo que, quando não está patente na nossa personalidade, acaba por se formar na altura certa.
E esta, para mim, é a altura certa, ou pelo menos começa agora a manifestar-se.
Porque a cada toque dela, a cada agitação, a cada movimento, só me apetece acalmá-la e dizer

“Pronto... a mamã está aqui”

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

domingo, 3 de agosto de 2008

3 de Agosto de 1974


Esta foi a cara do M. esta manhã, quando acordou e se apercebeu de quantos anos já tinha... he he he
Parabéns amor! :)
Gosto-te

sábado, 26 de julho de 2008

Prémio


A framboesa diz que sim...
E eu, super contente, aceito!!! Claro!
Beijinho nela!
:D
E agora digo também que a Bigita e a Sun Melody são plenas merecedoras deste prémio!
Beijinho nelas também!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Sessão fotográfica





Aqui está ela!

Sei que já desesperavam por ver a barriguinha (com 17 semanas... fresquinha, fresquinha!), mas a tarefa não foi facilitada aqui devido ao Sr. Marido (boca!).
Finalmente peguei no telemóvel e decidi tirar eu própria as fotos, já que o Sr. Marido nunca está disponível! (boca!)

Perdoem também a fraca qualidade das fotos, mas é certo que se tivessem sido tiradas com uma máquina em condições, que por acaso anda sempre no veículo do Sr. Marido (boca!), e por outra pessoa (boca!), e não com o telemóvel, tinha saído uma coisa mais apresentável.

Como foi difícil escolher o meu lado mais fotogénico, optei por publicar duas... barriga vista pela direita, e barriga vista pela esquerda. Como podem ver, aparentemente é simétrica!

E antes que haja por aqui comentários maldosos, aquilo ali em cima é o meu cotovelo!!

Agora peço-vos o vosso palpite... é menino ou menina?

segunda-feira, 7 de julho de 2008

terça-feira, 1 de julho de 2008

Reencontro

Há muito tempo, quando a internet ainda era uma miragem e o msn ou e-mail eram algo de outro mundo, havia a moda de trocar correspondência com outras pessoas, apenas com o intuito de conhecer gente nova e desenvolver uma amizade.
Devia ter uns 14 anos, quando decidi responder a um anúncio colocado numa revista para jovens, de um rapaz que me parecia simpático.
E foi assim que conheci o R.
Lembro-me de estar entusiasmada aquando o envio da primeira carta, onde fazia as devidas apresentações, e aguardar ansiosamente pela resposta dele.
Foi breve, e a partir daí, ao longo de talvez dois ou três anos, fomos trocando impressões próprias de jovens daquela idade.
No entanto, talvez por preguiça ou por estarmos fartos, já não sei, acabámos por deixar caír esse hábito no esquecimento, e aos poucos o R. foi-se esbatendo na minha vida e nas minhas memórias.

Há uma semana, fui espreitar o meu hi5, coisa raríssima de fazer, e dei de caras com uma mensagem. Um R. pedia desculpa pela intromissão, e fazia umas perguntas típicas apenas de alguém que só me poderia conhecer.
Respondendo afirmativamente a tudo, só me passava pela cabeça que era ele. A confirmação fez-se no dia seguinte, e nem consigo explicar o quanto fiquei feliz com este reencontro.

Acreditar que alguém se lembra de nós passados quase 20 anos, e que toma a atitude de ir à nossa procura usando estas novas tecnologias, é uma prova de que a vida nos reserva muitas surpresas, e até de que há amizades para toda a vida.

O engraçado foi repararmos o quanto temos em comum. Seguimos uma carreira profissional dentro do mesmo ramo e trabalhamos em locais idênticos. Temos gostos, pensamentos e atitudes um pouco semelhantes.
Ontem ele perguntava-me até que ponto nos teremos influenciado um ao outro, quando eramos jovens.
Sinceramente, não sei dizer, mas lá que alguma coisa aconteceu, disso não tenho dúvidas!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Parece que ganhou a Espanha

Bem, já acabou a temporada do Euro2008...
E o entusiasmo era tanto, mas tanto, que até adormeci a ver o jogo.

Não preciso dizer que a culpa é do rebento, pois não? É que eu não sou (era) nada de adormecer no sofá...

muito menos às 21.30h...

muito menos a ver futebol...

e muito menos se o jogo for a final do Euro...

Mas acho que não teria mesmo perdão se fosse Portugal!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Dúvidas existenciais

Amanhã decido se sou Russa ou Espanhola desde pequenina...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Sou turca desde pequenina!



(pelo menos até quarta-feira à noite)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Julieta





Como se não bastasse comer deitada...

terça-feira, 3 de junho de 2008

É ou não animador quando nos dizem "Vais engordar para aí uns 20 kg!"?!

Acho verdadeiramente reconfortante ver (notar no tom irónico) que a maternidade tem o poder de causar estes efeitos histéricos em quem nos rodeia!

E só lá vão 11 semanas...

"Senhor, dai-me forças para aguentar as próximas 29... sem ter de gritar com ninguém!"

quinta-feira, 29 de maio de 2008

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Preocupações

Nunca achei que ser mãe fosse pêra doce, e é isso que estou a começar a comprovar neste início do processo de maternidade.
Digamos que, tal como sempre julguei que iria acontecer, estou a vivênciar todos os sintomas que seriam possíveis. Começou com a tensão mamária, que me tem acompanhado nos últimos dois meses e parece que não há maneira de passar, e termina com o problema mais recente de ter falta do que vestir porque parece que de repente toda a roupa ficou pequena.
E digamos que o meu humor não anda dos melhores, face aos constantes enjoos (felizmente controlados com um medicamento milagroso), e à fome avassaladora que me atinge de duas em duas horas.

Hoje estive a dar uma volta ao meu armário, à procura de peças que posso ir usando. Apesar de ter uma ou outra camisola, um ou outro par de calças (que com os devidos retoques de costura irão servir), fiquei desanimada porque a situação financeira não anda famosa ao ponto de poder ter aquilo que gostava, para mim e para a chegada do bebé.

Espero sinceramente que os próximos meses sejam mais simpáticos :(

domingo, 18 de maio de 2008

Reacções "brilhantes"

Tiradas as dúvidas e depois de algum “tempo de segurança”, chega a altura de deixar de negar.
Lá no trabalho, como já sabem, era constantemente confrontada com a questão “Então um bebé? Ainda não??”
Agora já posso dizer “Sim, vem a caminho!”.
Refiro-me, claro, às pessoas com quem trabalho, e não aos meus amigos em particular. Porque esses souberam logo!
No entanto, antes de começar a constatar o óbvio (a minha barriga está a crescer a olhos vistos) tive o cuidado de primeiro falar com o meu chefe, não fosse ele ouvir o comentário por outra pessoa. É que o meu chefe é uma pessoa que não prima pela benevolência...
Nem sei bem que palavra usar para o descrever, mas digamos que o seu sentido de humor é muito particular, com um cinismo fora do comum e uma predisposição invulgar para rebaixar as pessoas.
Profissionalmente, tem uma capacidade para me deixar bastante insegura, e isso enerva-me.

Depois de dois dias à espera do momento certo, na sexta feira ao final da tarde lá consegui um minuto a sós com ele.
Comecei por dizer que tinha uma coisa para lhe dizer, perante o olhar superior dele. Felizmente parecia bem disposto, e eu disse: “Estou grávida!” esperando uma reacção cínica... Que não tardou a fazer-se sentir!
“Ai está? Parabéns!”
Sorri e agradeci, mas ele continuou... “Não é meu pois não??”

Bem, aqui está a estupidez que eu já devia estar à espera.

Só tenho pena de na hora não me ter saído da boca esta resposta:
“Tendo em conta as vezes que já me “F****”, até que podia ser!”

sábado, 17 de maio de 2008

o feijãozinho



Após um ano de tentativas, eis que finalmente a cegonha resolveu dar ar da sua graça. No momento em que descobri que estava grávida, fui assolada por um misto de felicidade e medo.
No entanto, a ideia de ter um ser a crescer dentro de mim, algo pelo qual eu serei para sempre responsável, deixa-me com um genuíno sentimento de protecção, que eu vejo crescer de dia para dia.
Apesar do teste caseiro que não deixou margem para dúvidas, só tive real noção de que “Ele” existe quando, no consultório médico, “O” vi e ouvi...
Um Feijãozinho, com um esboço de coração a palpitar que me deixou completamente maravilhada e feliz.

Olhei para o M e não fui capaz de conter a emoção, ao ver o sorriso que ele esboçava nos lábios...


Vamos ser papás...


E a nossa vida mudou.

sábado, 26 de abril de 2008

Há dias quase perfeitos e ontem foi um deles.


Para começar o dia, um calorzinho tão bom que serviu para nos tirar a barriga de misérias.
Um encontro com novas amizades, que se revelaram pessoas fantásticas, e proporcionaram um convívio como há muito tempo não tinha.
Um almoço excelente aqui pertinho, na Bairrada, com um dos meus pratos favoritos.
Um pequeno passeio até ao Luso, onde passámos uma tarde refrescante numa esplanada, num parque maravilhoso.
Um regresso a casa ao fim do dia, e o caldo verde da mamã à minha espera no prato... e que bem me soube.
Uma passagem pela internet, onde ainda me ri um bom bocado com o M....
E para terminar o dia em beleza, faltou a luz.
Há algo melhor do que isso para nos obrigar a desligar do mundo, abrir a janela e ir para a varanda ver as estrelas? A noite estava linda, quente, escura e silenciosa (os grilos e as cigarras não contam... fazem parte!)
E quando fui para a cama, adormeci a olhar para o céu! (pois é... não havia luz, logo os estores não fechavam porque são eléctricos... o M é que não achou muita piada :D)

Quero mais dias assim!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito.
Um chama-se ontem e o outro chama-se amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.

Dalai Lama

Magna Tuna Cartola - 15 anos



eu fui!
e adorei!
e apesar de não ser a minha...
tenho saudades dos tempos de estudante...

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Coisas que eu sempre quis confessar mas que nunca tive coragem

Sim, amor, eu quando vejo um buraco na estrada sou estranha e diabolicamente invadida por pensamentos obscuros do género:

“Oh, sim, um buraco! Deus ouviu as minhas preces e fez com que este, como que por magia, aparecesse no meu caminho...”
(Não fazer confusões entre feitos divinos e os feitos da EP!)

“Meu deus, que emoção... Tenho de acelerar... Não posso falhar! Z, concentra-te!”
(Imaginar este pensamento seguido de um riso cavernoso, maquiavélico e assustador)

É que realmente, amor, não há nada mais compensador, apelativo ou sublime, do que aquele maravilhoso TOC característico (também pode haver a variante de vidros a estilhaçar, em casos mais dramáticos, é certo), seguido da sensação única e genuína de estoirar com os amortecedores, suspensão e, pasme-se, conseguir o feito de barulhos estranhos vindos do interior do tablier ou de qualquer outra parte de um belo especimen automóvel.
E então quando este tem apenas um mês... é a cereja no topo do bolo!

Saliento ainda, amor, que o meu prazer é directamente proporcional à intensidade dos barulhos estranhos e à incapacidade de descobrir de onde eles vêm.

Sim, amor, eu confesso que é de propósito...

Ass: a esposa que (aparentemente) não conduz de forma atenta e prudente, e que tem a dizer em sua defesa que, até à data, o único risco existente nesta viatura foi feito pelo seu querido e amado esposo.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Estou chateada!

Farta!
Se me voltam a perguntar se estou grávida, juro que não respondo por mim!

Não percebo porque é que a malta teima neste assunto!
Quando sou eu que desabafo com amigas sobre o facto de estar a tentar engravidar já há um tempo considerável, ainda vá que não vá. Agora quando me cruzo com pessoas que não têm nada a ver com a minha vida, e que reparam se estou ou não com uma barriguinha mais proeminente do que deveria (um agradecimento especial à moda actual, pelas belas roupas a roçar o estilo pré-mamã que, confesso, adoro) não me escapo à já inevitável questão.

Passo-me!

E depois lá vem as recomendações do costume:
“É preciso treinar”
“Não custa nada fazer um...”

Como se eu não soubesse! Pleaseeeeee.

O pior é quando a conversa toma contornos mais sérios, e dou a entender que as dificuldades em engravidar estão presentes. De repente, parece que fica tudo com ar de enterro!
E depois ainda têm a lata de me dizer “Andas muito stressada, precisas ter calma!” ou, a melhor de todas “Não penses nisso! Acaba por acontecer.”

Era fácil seguir este conselho, não fosse o facto de estarem constantemente a relembrar-me, não é?

Olhem, minha gente, mais calma do que eu, neste assunto, não há!
Isso vos garanto!
Felizmente não sou daquelas mulheres que se babam todas quando vêem um bebé, nem vejo nisso um drama de maior.
É certo que gostava de ter um filho, mas a minha vida não girará em torno desse desejo.

Por isso, repito pela enésima vez:
“É quando for”

Valeu??

terça-feira, 1 de abril de 2008

sexta-feira, 21 de março de 2008

Petição

Porque sou da opinião de que quem faz os cães serem perigosos, são os seus donos,
aqui fica uma petição para tentar salvar do extermínio os cães da "raças potencialmente perigosas"

Resta saber se fará diferença.

quarta-feira, 19 de março de 2008

a minha voz


Quando era pequena, irritava-me profundamente ter a minha família a mandar-me falar.
Falar muito e falar alto.
Na minha cabeça de criança, não fazia sentido. Olhava para eles, muito senhora de mim, e respondia torto a maior parte das vezes. Sim, porque eu refilo!
A verdade é que o faziam para eu não deixar de falar uma vez que, dizem, é comum acontecer quando se deixa de ouvir.
Eu ria-me de tal barbaridade, mas isso era eu que era um espírito rebelde.
Mau, era ver a minha família zangada comigo quando eu falava sem som ou, pior ainda, quando as minha primas, com quem tinha contacto mais directo, me falavam assim também, para só eu poder perceber o que elas diziam.

O que eles não sabiam, era que falávamos assim apenas na presença deles, para podermos falar à vontade sobre os nossos segredos...

Por esta mesma razão nunca aprendi LGP (língua gestual portuguesa). Por um lado foi bom, pois estive sempre integrada (a bem ou a mal) no meio dos ouvintes, mas por outro lado sinto que limitaram em muito a minha aprendizagem.

Não faço ideia de como é a minha voz, por isso não a posso descrever. A única coisa que sei é que tenho um sotaque que me persegue e faz toda a gente pensar que está perante uma estrangeira, facto que me diverte mais do que me chateia.
Já passei por espanhola, por inglesa, por romena, por ucraniana, e tudo isto porque “falo de memória”.
No entanto, desde que recebi o implante, tenho recuperado a minha fala, o que me faz acreditar piamente que, mais um pouco, e serei genuinamente portuguesa!

domingo, 9 de março de 2008

Óbidos















Um domingo bem passado a re-descobrir alguns recantos encantados deste país

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Melodias

Esta manhã, durante a viagem que faço diariamente para o trabalho, liguei a rádio.
Tendo em conta que vivi dois terços da minha vida em silêncio, sei que nos tempos actuais os programas de rádio estão bastante evoluídos. Uma das vozes que ainda pairam na minha memória, era de um locutor que dizia “Tooodooos no tooooopeeeeeee”. Recordam-se? :D

Falando desses programas, tenho pena de não conseguir acompanhar, e a verdade é que ignoro todo e qualquer conceito de humor radiofónico. A título disso, afirmo mesmo que gostava imenso de ouvir o programa do Nuno Markl, com o seu humor corrosivo, mas é algo que (ainda) está muito além das minhas possibilidades ouvintes.

Uma coisa que me irrita profundamente é quando o locutor ainda está a falar, e já tem música a tocar por trás, ao mesmo tempo, facto este que acontece também na Tv e no Cinema. É que é lixado tentar captar a informação que realmente interessa no meio de tanto “ruído”.
O mesmo se aplica a simples conversas (entre mim e um ou mais intervenientes) que ocorram em ambientes ruidosos.
E-S-Q-U-E-Ç-A-M!
Nessas alturas, o que me vale é a minha (bendita) capacidade para a leitura labial!

Para conseguir usufruir da minha audição, tem de ser uma coisa de cada vez.
Uma voz nítida num ambiente calmo.
Uma música rompendo o silêncio, permitindo-me desfrutar de cada nota, de cada acorde de cada instrumento até conseguir chegar ao âmago da música. Por isso tenho tendência a elevar o som da aparelhagem/rádio/tv, quando alguma me prende a atenção.
Não é por a ouvir mal (porque não ouço, dado que actualmente ouço mais até do que uma pessoa ouvinte), mas por necessitar que ela se sobreponha a qualquer ruído envolvente.

Nesta jornada, tenho descoberto algumas melodias que me são significativas.

Mas de uma coisa tenho a certeza…

Para mim a melhor música continua a ser aquela criada por uma imagem de papoilas ondulantes que pintalgam de vermelho um enorme campo verdejante.
Porque sem qualquer tipo de som, consigo VER toda a melodia lá presente, quanto mais não seja pela vontade terrível de querer correr por entre elas.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

domingo, 3 de fevereiro de 2008


A ideia de me abrirem a cabeça e colocarem lá um ouvido biónico não me assustou nada. Bem pelo contrário, fiquei super entusiasmada.
Fui à descoberta, pois não sabia muito bem o que iria sair dali.

A operação não levantou complicações nenhumas, mas só passado um mês é que seriam testados os efeitos desta.
Nesse dia o técnico deu-me o processador de fala e, literalmente falando, ligou o meu novo ouvido ao computador dele.
“Quando ouvires alguma coisa, avisa” disse-me ele.
Estava na expectativa, e os segundos que se seguiram foram dos mais longos de que me lembro.
Não estava a “ouvir” nada, e começava a formar-se em cima de mim uma gigantesca nuvem negra.
Permaneci quieta na cadeira, e atenta, à espera...
Ele olhava para mim, calmo, e de repente comecei a sentir uma náusea.
“Meu deus”, pensava eu “Queres ver que vou vomitar agora??”
Demorei um pouco a perceber que aquele sensação estranha que me estava a fazer a cabeça andar à roda, ou a flutuar, como eu sempre digo, era algo ritmado que ressoava dentro de mim.

Puuu... puuu.... puuu...

Olhei para ele, e a medo disse
“Acho que estou a sentir alguma coisa”

“Pois estás! Há muito tempo!” respondeu-me com prontidão.

Foi a minha primeira experiência no meu novo mundo de ouvintes.
A partir daí tudo foi descoberta. E tudo era confuso.
O mais complicado foi ouvir a minha própria voz, ao ponto de eu evitar falar para não me baralhar!

Aprender a ouvir de novo, requereu muita paciência e aprendizagem, e contei com muitas ajudas para conseguir chegar onde estou hoje.

Um aparelho, gentilmente, transforma os sons em estímulos e transmite-os directamente ao meu cérebro, permitindo-me estar neste mundo e viver a minha vida de forma independente e compatível com as exigências do dia a dia.
Mas, à noite quando me deito, mergulho de novo na escuridão do silêncio.
E é nessa altura que estou no mundo tal como a vida me deixou.
E sou feliz assim.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008


19 anos depois tudo e nada mudou.
Uma otite que teimava em não passar levou-me de novo ao médico. Quis consultar o especialista que me tinha acompanhado quando eu era pequena.
Fui vista não por ele, mas pelo irmão, também ele um conceituado otorrinolaringologista, e confesso que o detestei.
Assim que entrei no consultório, nem me olhou. Limitou-se a analisar o meu processo em silêncio durante alguns minutos, após o que disse em tom muito seco:

“Onde é que andou estes anos todos?”

Aquela frase gerou em mim um misto de tristeza e de incrédulidade. Mas acima de tudo, de incompreensão.
Quando se ouviu falar sobre implantes cocleares pela primeira vez neste país, anos antes, o meu pai pegou em mim e levou-me a uma consulta.
“Não vale a pena pensarmos nisso” disse o médico, com palavras que tomámos como sábias.
“Os ganhos com a operação vão ser tão reduzidos que não compensam o risco”.

Não me chocava. Não me magoava. Não destruía nada em mim porque não havia nada para destruír. Sempre tinha vivido em harmonia com a minha deficiência, e para mim estava tudo bem.

Mas naquele dia tudo foi diferente. Saí de lá diferente: com esperança.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Este silêncio que me rodeia


Quando tinha 9 anos, uma tragédia abateu-se sobre a minha família.
É essa a minha forma de ver as coisas, porque algo me aconteceu e sinto, ou melhor, sei, que quem sofreu foram aqueles que me rodeavam.
Com 9 anos não se tem grandes sonhos, por isso não há uma quebra nas expectativas de um futuro promissor.
Aos 9 anos não se sente nem se pensa naquilo que se perde, pelo simples facto de o futuro estar demasiado longe.
Por isso não se sofre.

Eu tinha 9 anos quando fiquei surda e, por incrível que pareça, não me afectou. Pelo menos, não da forma como toda a gente pensará.

Não me recordo de verter uma única lágrima de mágoa, raiva, ou desespero. Verti lágrimas, sim, por ver a minha família desolada. Devido a mim.

Via-os conversando com amigos, visitando médicos, tentando tudo ao seu alcance para me tirarem daquele silêncio que sempre viram como castrador, mas a meningite tinha sido demasiado forte, causando uma surdez neurosensorial profunda.
Os médicos ainda deixaram uma réstea de esperança de uma operação aos 18 anos, e lembro-me de sonhar para que o tempo passasse depressa, para poder voltar a ser “normal”.
No entanto depressa me fui habituando ao silêncio, compreendendo que essa seria a minha sina daí para diante.

Num instante ouvir, e no instante seguinte já não, reduziu drasticamente o meu mundo, na medida em que o meu círculo de amigos ficou mais pequeno. Por isso às vezes sinto que vivi numa redoma de vidro, de onde via as outras crianças brincarem, rirem, crescerem felizes entre tudo aquilo a que uma criança deve ter direito, mas nem por isso ficava triste.
Tive toda a felicidade do mundo, à minha maneira.
Mesmo no meu mundo silencioso.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Curso de futebol


isto é, no mínimo, interessante...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

11:11

É raro o dia em que eu não olhe para o relógio, e este marque 11:11... não 11:10, não 11:12, mas sempre 11:11.

Desenganem-se se pensam que é propositado.
É o meu instinto, olhar para as horas no telemóvel que repousa sempre ao meu lado. Esteja a trabalhar ou não, quando decido dar uma vista de olhos, lá está! 11:11
Parece que o tempo está à espera que eu olhe para marcar este número curioso...

Agradeço a quem me puder explicar este fenómeno, pois começo a ficar com uma certa fobia ao 11!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

julieta



aqui está a animação da casa!
escolher o nome é que foi um filme...
(coitado do animal, que em 4 dias teve uns 3 ou 4 nomes diferentes...)
não é linda?? :)