Em conversa com o marido, preocupado com a ideia de ter de sair de casa sem uns míseros trocos no bolso:
Tens algum dinheiro aí? Pergunta ele, enquanto leva a mão ao bolso da frente das calças.
Porquê? Não tens nenhum? Digo eu de forma despreocupada e benevolente.
(M verifica as moeditas que os dedos descobriram e olha para mim com cara de cachorrinho).
Só tens isso?! (Coitadinho, já pensava eu).
M faz beiço e leva a mão ao outro bolso, de onde tira uma nota de 5 euros, e fica a olhar para ela, surpreso.
Olho para ele, um pouco incrédula, e pergunto - Não tens mais?
A mão entra no bolso de trás e tira de lá uma nota de 20…
Com que cara acham que eu fiquei?
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
domingo, 2 de dezembro de 2007
desilusões
sábado, 1 de dezembro de 2007
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
Alberto Caeiro in "O guardador de rebanhos"
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
Alberto Caeiro in "O guardador de rebanhos"
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